Alunos interessados em Medicina viajam a Boston

Em julho, oito alunos do grupo preparatório para Medicina viajaram para Boston, para conhecer a realidade do ensino de Medicina nos Estados Unidos. Eles foram acompanhados pela professora de Química Carolina Zambrana e Matthew Reynolds, aluno de Harvard que explicou como é viver e estudar nos Estados Unidos.

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Os viajantes ficaram hospedados na Bentley University e imergiram durante esses dez dias em interessantes atividades. Visitaram faculdades comoa Boston University School of Medicine no Boston Medical Center, Harvard e MIT. No último, puderam conhecer os laboratórios onde foi possível percebercomo a Engenharia e Medicina podem caminhar juntos (no caso, para achar uma forma de tratamento para o câncer).

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Uma das paradas interessantes foi no famigerado Ether Dome, local onde médicos utilizaram o Éter pela primeira vez como anestésico. A turma também conheceu o Broad Institute, onde conversaram com PHDs de Harvard e Cornell, que trabalham na área de pesquisa.

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“Um dos momentos mais interessantes da viagem foi quando nós fomos conhecer alguns projetos sociais. O projeto “Family Van”, por exemplo, foidesenvolvido por alunos de medicina e trabalha com saúde preventiva. Vimos também outros que atendiam pessoas viciadas em heroína. Foram momentos muito ricos”, comentou a professora Carolina Zambrana.

Os pontos turísticos da cidade, como o parque Boston Common, o bairro italiano Noth End, Beacon Hill, Newbury Street e Quincy Market, não ficaram de fora.

“Foi uma experiência que serviu para mudar minha percepção sobre o mundo das faculdades de Medicina nos EUA. Até então, achava que estava tarde para pensar em estudar no exterior. Por conta dessa viagem, percebi que ainda há tempo.”, finalizou o aluno Pedro Henrique Salgueiro Pinheiro.

O fósforo (P) e os palitos de fósforo (fósforos de segurança)

Fósforos de segurança são “seguros” porque eles não entram em combustão espontânea. Você tem que atritá-los contra uma superfície especial, a fim de levá-los a incendiar-se.

As cabeças de fósforo contêm compostos de enxofre (sulfeto de antimônio – Sb2S3) e agentes oxidantes (geralmente o clorato de potássio- KClO3), com vidro em pó, corantes, cargas, e uma pasta feita de cola e amido.

A superfície da caixa contém de pó de vidro ou de sílica (areia), o fósforo vermelho (P), aglutinante e enchimento.

Ao acender um palito de fósforo, o atrito com a superfície da caixa produz calor. Esse calor irá transformar uma pequena quantidade de fósforo vermelho em vapor de fósforo branco.

O fósforo branco inflama-se espontaneamente e decompõe o clorato de potássio que libera gás oxigênio. A equação abaixo representa a decomposição do clorato de potássio (KClO3).

Neste momento os compostos de enxofre começam a queimar e inflamam a lenha do palito.

Referência

http://chemistry.about.com/od/howthingsworkfaqs/f/howmatcheswork.htm – acesso 17/05/2011

O Elemento Fósforo (P)

Fósforo, do latim phosphorus.

Na forma pura, usualmente o fósforo é semitransparente, mole, de consistência semelhante à da cera de abelha, brilha no escuro (fosforesce) e pega fogo espontaneamente quando exposto ao ar, formando uma densa fumaça branca de óxidos de fósforo que se combinam com o vapor d’água no ar dando origem a vários ácidos.

Foi preparado pela primeira vez em 1669 pelo alquimista alemão Hennig Brand, a partir de um resíduo obtido pela evaporação da urina.

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Certos compostos de fósforo acham-se presentes nos fluidos do interior das células dos tecidos vivos como íon fosfato, PO43–, sendo um dos mais importantes constituintes minerais para a atividade celular. Os genes que dirigem a hereditariedade e outras funções celulares estão localizados no núcleo de cada célula, são partes de moléculas de DNA (ácido desoxiribonucléico), todas contendo fósforo.

O fosfato de cálcio, Ca3(PO4)2 é o principal constituinte inorgânico dos dentes e dos ossos dos seres humanos e de outros animais. Ao nos alimentarmos, parte da energia que extraímos dos alimentos é estocada nas células na forma de uma molécula conhecida como fosfato de adenosina (ATP). Assim, claramente o fósforo é um elemento essencial na nutrição.

Cerca de 70% do fósforo absorvido pelo nosso organismo é destinado aos ossos e os restantes 30% para metabolizar gorduras e açúcares.

Na infância, a deficiência de fósforo leva a uma má dentição e causa o raquitismo; em adultos, leva à osteoporose, que, aliás, atinge uma grande parte da nossa população.

O fósforo possui cerca de 10 variedades alotrópicas, que podem ser classificadas em três categorias principais: branca e vermelha.

Fósforo branco (P4)

http://chemwiki.ucdavis.edu/Inorganic_Chemistry/Descriptive_Chemistry/Main_Group_Elements/Group_15:_The_Nitrogen_Family/The_Chemistry_of_Phosphorous – (acesso 17/05/2011 – 9:19)

Assista ao vídeo sobre a reatividade do fósforo branco:

O fósforo branco é venenoso; quando exposto à luz solar ou ao calor, ele é convertido na variedade vermelha, que é mais inerte quimicamente. Aliás, esta variedade não só não fosforesce (não brilha no escuro) como também não queima pela simples exposição ao ar, à temperatura ambiente.

Fósforo vermelho – macromolécula

http://chemwiki.ucdavis.edu/Inorganic_Chemistry/Descriptive_Chemistry/Main_Group_Elements/Group_15:_The_Nitrogen_Family/The_Chemistry_of_Phosphorous

Referência

http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc15/v15a12.pdf – (acesso 17/05/2011)

QUÍMICA NOVA NA ESCOLA Fósforo N° 15, MAIO 2002

Eduardo Motta Alves Peixoto (empeixo@attglobal.net), bacharel em química pela FFCL-USP e doutor pela Universidade de Indiana (EUA), é docente no Instituto de Química da USP, em São Paulo.